quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Na mídia: Revista Kalunga



Jornadinha - Objetivo Geral

Formar alunos-cidadãos conscientes sobre a necessidade constante e na busca do uso de recursos naturais de forma mais perene e sustentável por meio de materiais, métodos é técnicas ecológicas menos geradoras de poluição, aliado a alternativas de geração ou melhoria de renda para cooperativas de pessoas de menos renda como a dos catadores de materiais recicláveis.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Na mídia: Diário Oficial


Jornadinha

O Projeto Jornadinha da Estrela ("Jornada" é um caminho que se faz e "estrela" é o que guia o caminho, que ajuda a encontrar o centro ou o tesouro escondido) tem como inspiração o Projeto Jornada da Estrela que teve início em outubro de 2011 no Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht (CEBS), em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Este projeto teve como uma de suas metas a realização de uma expedição pelo cone sul da América do Sul em janeiro de 2013. Realizada pelos professores Marco Aurélio Berao, Gilmar de Moura Guedes e Robson Silva Macedo, a jornada saiu do Rio de Janeiro, Brasil, indo até Ushuaia, na Terra do Fogo, Argentina, e retornando ao Rio de Janeiro, passando pelo Chile em um percurso de mais de 21.000 km em 37 dias de expedição.


O Projeto Jornada da Estrela teve como objetivo principal proporcionar motivações nos alunos, para através do exemplo, perceberem que quando nos dedicamos aos nossos objetivos podemos ir até mesmo "ao fim do mundo". Um dos desafios de sustentabilidade do projeto foi cumprido com a utilização de óleo de fritura (COV - Combustível de Óleo Vegetal  em 1/3 da expedição até Ushuaia, como combustível para o veículo, uma Mercedes-Benz 190D, fabricada em 1958. No CEBS, mais de 800 alunos, professores, direção e funcionários estiveram envolvidos no projeto e na coleta do óleo de fritura, O outro desafio importante, ecológico e sustentável, foi a utilização do veículo, comprado em ferro velho, recuperado especialmente para a expedição.

Segundo dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, a maior parte do óleo de fritura é despejada em ralos, comprometendo as tubulações dos edifícios e das redes de tratamento de esgoto. Nas regiões onde não há rede coletora, o óleo vai diretamente para os rios e lagoas, aumentando significativamente a poluição e a degradação ambiental. São despejados de 19 a 27 milhões de litros de óleo por ano em nossas águas marinhas. Considerando que um litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água, pode-se ter uma noção da gravidade da situação. Essa prática acarreta prejuízo á população, às concessionárias de saneamento e aos governos.

Segundo o professor Alexandre D'Avignon (UFRJ)1 a simples atitude de não jogar o óleo de cozinha usado direto no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para diminuir o aquecimento global. Ele explica que a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo da pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto. Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano.

Sabemos que o processo de aprendizagem é extremamente importante para disseminar informação e práticas ambientais no contexto social, que hoje estamos inseridos. Jovens e crianças além de serem muito receptivos a esse tipo de mensagem, são um dos meios mais eficazes para provocar a mudança dos adultos. Eles retratam o futuro, a geração que vai herdar o compromisso de cuidar do meio ambiente e, quando são bem orientados, possuem a capacidade de mobilizar e realizar um profundo processo de mudança social. Isso acontece porque as crianças e os jovens, por meio de sua rede de relacionamento, colaboram para a revisão de conceitos e atitudes dos pais, que por sua vez, passam a aplicar os exemplos e atitudes sugeridas pelos filhos.

A Agenda 21, afirma que "a Educação Ambiental torna-se essencial para a população na medida em que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza. A Educação Ambiental deve desenvolver uma população que seja consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são associados e que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, motivações e compromissos para trabalhar, individual e coletivamente, na busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção dos novos."

Assim, a Educação Ambiental deve orientar-se para a comunidade na proposta traduzida na frase expressa pelo Relatório Brundtland (1998)2: "Pensamento global e ação local". É por meio da Educação ambiental em todos os níveis sociais, intelectuais, técnicos e científicos que podemos atingir a meta do desenvolvimento sustentável, criando condições para a sobrevivência futura. Neste sentido, a atuação individual do ser humano se somará coletiva na busca de soluções para os problemas ambientais e sociais que hoje se somam, tendo em vista que conscientemente se percebe as consequências da degradação ambiental.


Nesse contexto se insere  uma releitura e replicação do Projeto Jornada da Estrela para a sua  implementação nas diversas escolas estaduais/municipais do Estado do Rio de Janeiro. Nesta releitura não se tratará mais da preparação de uma viagem em num carro movido a óleo vegetal mas na demonstração do sucesso da experiência e das possibilidades do uso desse novo combustível menos poluente, consequentemente, mais sustentável do ponto de vista ambiental e na implementação de pontos de entrega voluntária de óleo nas escolas participantes.

Desta forma o Projeto Jornadinha da Estrela possibilitará, através da Educação Ambiental, o engajamento tanto da comunidade escolar na difusão destes novos conhecimentos como na adesão de todos a um sistema de recuperação do óleo de fritura com vistas a uma reutilização mais ecológica e sustentável.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Professores viajam ao "fim do mundo"

Três professores da rede estadual do Rio de Janeiro resolveram fazer uma viagem de 22 mil quilômetros até a cidade argentina de Ushuaia, conhecida como "fim do mundo", numa Mercedes ano 58 movida a óleo de fritura. Gilmar Guedes, Marco Aurélio Berao e Robson Silva Macedo saíram em direção ao sul da Argentina, em janeiro deste ano, a bordo do carro abastecido pelo combustível fornecido em parte pelos alunos do Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht, na Taquara, zona oeste do Rio, onde lecionam.

"Nós queríamos mostrar aos alunos que quando se tem um sonho, a gente deve acreditar nele. Exige esforço, exige renúncia, mas, com força de vontade, a gente consegue", disse Guedes, que ministra aulas de filosofia. "A intenção era mostrar que, se nós conseguimos fazer uma viagem até o fim do mundo, o aluno pode, com determinação, chegar a uma faculdade, um curso técnico", declarou Macedo, responsável pela disciplina de ensino religioso. "Se três professores, que são pessoas comuns como eles, conseguem fazer uma viagem ao fim do mundo, eles [os alunos] também podem conseguir os objetivos deles", completou Berao, que dá aulas de biologia.

A antiga Mercedes do professor Guedes não fazia parte dos planos iniciais da viagem. Os professores pretendiam comprar um furgão para a expedição. Para isso, apresentaram o projeto à Secretaria Estadual de Educação, mas receberam apenas apoio institucional. "Acharam que nós éramos loucos", lembrou Guedes. Com empresários, conseguiram pouco dinheiro. Sem recursos, decidiram então preparar o carro da década de 50 para a empreitada.

arrecadação do óleo de fritura para o combustível do automóvel foi a forma que os professores encontraram para fazer os alunos participarem de fato do projeto. "A gente fez uma campanha na escola para que os alunos recolhessem o óleo nas suas casas. Assim, a gente queria trabalhar a questão ambiental com eles. Mostrar que um resíduo altamente danoso ao meio ambiente, que poderia ser descartado de qualquer maneira, pode ter outra finalidade. Com o projeto, eles seriam os responsáveis por nos levar ao fim do mundo com esse óleo", disse Guedes.

"A resposta dos alunos, o retorno, foi uma coisa muito grande. Conseguimos arrecadar cerca de 200 litros de óleo. Foi muito importante para tratar o tema ambiental e da responsabilidade social em sala de aula", afirmou Macedo.

Os professores partiram em janeiro deste ano em uma viagem que durou 37 dias. Passaram por 29 cidades do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Eles registraram as imagens da fauna e flora em mais de 23 mil fotos e 40 horas de gravação em vídeo. Os alunos puderam acompanhar as fotos em uma página criada no Facebook. Durante o período na estrada, enfrentaram temperaturas que variavam de 45 graus durante o dia a zero grau à noite. Quase sempre acamparam em campings nas cidades, mas algumas vezes precisaram dormir "no meio do nada", como na Patagônia.

"Foi uma viagem com condições bem limitadas. Durante o dia, a gente ficava quase o tempo inteiro no veículo. Era comum durante o percurso fazer as refeições dentro da Mercedes. Ou a gente usava os campings ou quando era possível a gente ficava em hostels. Na Patagônia, a gente enfrentou variações de temperatura enormes. Tivemos que fazer um grande controle de gastos", relatou Berao.

Ao finalmente chegarem a Ushuaia, os professores estenderam a bandeira do Colégio Brigadeiro Schorcht. "Foi uma forma de marcar, de lembrar aos alunos, a todo o colégio que eles estavam conosco nessa conquista", disse Guedes. "Uma forma também de valorizar a escola pública, de dizer que o ensino público é uma fonte de criatividade", acrescentou.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Gilberto Dimenstein


Projeto Expedição Cone Sul


Uma aventura em imagens


Roteiro da Expedição


Objetivos

Um dos objetivos da "Expedição Jornada da Estrela" foi a coleta de dados (fotografias, vídeo e depoimentos) que estão sendo usados para a produção de material pedagógico (vídeodocumentário da pesquisa e livro) e exposições para incentivar o trabalho multidisciplinar e a transversalidade com a finalidade de promover a integração e a motivação tanto dos alunos como dos professores.



Na mídia: La 97


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ushuaia

Existem cidades que, quando o seu nome é pronunciado, nos impressionam imediatamente, criando nas nossas mentes uma série de imagens a elas associadas, quer seja pelo seu significado histórico, cultural ou geográfico. Ushuaia é uma dessas cidades. A sua singular posição geográfica distingue-a das demais e, sendo a cidade mais austral do mundo, tem a si associada uma aura de inacessibilidade e de limite do mundo. Porto de saída dos barcos que se dirigem para o continente gelado da Antártida, é como se o mundo que conhecemos acabasse ali, algo que é resumido no epítome da "Cidade do Fim do Mundo". 


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Objetivos

Um dos objetivos da "Expedição Jornada da Estrela" foi a coleta de dados (fotografias, vídeo e depoimentos) que estão sendo usados para a produção de material pedagógico (vídeodocumentário da pesquisa e livro) e exposições para incentivar o trabalho multidisciplinar e a transversalidade com a finalidade de promover a integração e a motivação tanto dos alunos como dos professores.


terça-feira, 7 de maio de 2013

El Arbol de la vida




Existen personas en nuestras vidas que nos hacen felices por la simple casualidad de haberse cruzado en nuestro camino. Algunas recorren todo el camino a nuestro lado, viendo muchas lunas pasar, mas otras apenas las vemos entre un paso y otro. A todas las llamamos amigos y hay muchas clases de ellos.


Tal vez cada hoja de un árbol caracteriza uno de nuestros amigos. El primero que nace del brote es nuestro papá y nuestra mamá, nos muestra lo que es la vida. Después vienen los amigos hermanos, con quienes dividimos nuestro espacio para que puedan florecer como nosotros.

Pasamos a conocer a toda la familia de hojas a quienes respetamos y deseamos el bien. Mas el destino nos presenta a otros amigos, los cuales no sabíamos que irían a cruzarse en nuestro camino. A muchos de ellos los denominamos amigos del alma, de corazón. Son sinceros, son verdaderos. Saben cuando no estamos bien, saben lo que nos hace feliz.

Y a veces uno de esos amigos del alma estalla en nuestro corazón y entonces es llamado un amigo enamorado. Ese da brillo a nuestros ojos, música a nuestros labios, saltos a nuestros pies, cosquillitas a nuestro estómago, etc.

También existen aquellos amigos por un tiempo, tal vez unas vacaciones o unos días o unas horas. Ellos acostumbran a colocar muchas sonrisas en nuestro rostro, durante el tiempo que estamos cerca.

Hablando de cerca, no podemos olvidar a los amigos distantes, aquellos que están en la punta de las ramas y que cuando el viento sopla siempre aparecen entre hoja y otra.

El tiempo pasa, el verano se va, el otoño se aproxima y perdemos algunas de nuestras hojas, algunas nacen en otro verano y otras permanecen por muchas estaciones.

Pero lo que nos deja más felices es darnos cuenta que aquellas que cayeron continúan cerca, alimentando nuestra raíz con alegría. Son recuerdos de momentos maravillosos de cuando se cruzaron en nuestro camino.

Te deseo, hoja de mi árbol, paz, amor, salud, suerte y prosperidad. Hoy y siempre... simplemente porque cada persona que pasa en nuestra vida es única. Siempre deja un poco de sí y se lleva un poco de nosotros. Habrá los que se llevaron mucho, pero no habrá de los que no nos dejaran nada.

Esta es la mayor responsabilidad de nuestra vida y la prueba evidente de que dos almas no se encuentran por causalidad.

Jorge Luis Borges

sábado, 6 de abril de 2013

Patagônia


A Patagônia é uma região natural que se localiza no sul da América do Sul, abrangendo quase um terço dos territórios da Argentina e do Chile. São quase 800.000 km² de território virgem, pouco explorado e de escassos habitantes. Uma região riquíssima em recursos naturais de incomparável beleza, fazendo deste lugar um dos mais belos do mundo.


Começa perto do paralelo 37 e estende-se até a ilha da Terra do Fogo, cuja capital é Ushuaia, conhecida como o Fim do Mundo, com suas paisagens contrastantes: para oeste está o Oceano Pacífico, de norte a sul conta a Cordilheira dos Andes, no centro da região, a Patagônia extra-andina, desértica, formando pedregosas mesetas e grandes extensões de campo, para i leste encontra-se a Costa Atlântica, E para o sul, chega-se até a Ilha Grande da Terra do Fogo.

A Patagônia é um vasto território cheio de mistério, que tem um forte magnetismo, e um incrível poder de sedução, capaz de apaixonar todo aquele que se aproximar destas terras deixando-se abraçar pela imensidão de seus horizontes, até se entregar rendido frente a tão contundente demonstração de insignificância do ser humano diante de tamanha grandeza da natureza.

Enigmática como poucas regiões do planeta, a Patagônia propões desafio ao tentar decifrar a origem de seu nome. Sobre ele, existem diferentes versões que indicam a Fernão de Magalhães como autor.


Uma delas associa o nome à observação, por parte do navegante, de grandes pegadas realizadas pelos Tehuelches, um povo nativo da região, que se caracterizavam por serem altos e terem uma forte estrutura física. Outra diz que Magalhães utilizou o termo "Patagón", fazendo alusão a um monstro literário, personagem de uma famosa novela medieval.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Que queres? Que buscas?

Fico comovido toda vez que ouço o finalzinho da música que Chico Buarque escreveu para a filha recém-nascida, dizendo o seu melhor desejo: "... e que você seja da alegria sempre uma aprendiz." Haverá coisa maior que se possa desejar? Acho que não. Penso que muitos outros concordam, ainda que esse não seja um assunto que se costume tratar.

É esse o nosso pecado original, a falta de alegria. Alegria é o que acontece com o corpo quando ele encontra com aquilo que desejava. Coisa simples e efêmera... Alegrias são pequenaas felicidades que nos realizam no dia-a-dia, ou seja, o bom calor das cobertas, na preguiça do acordar. Um chuveiro quente. Café com leite, pão com manteiga. O bem-te-vi costumeiro, sobre o galho da árvore. Um sapato velho. A caminhada pelas ruas. E o céu estrelado, silencioso. Encontrar algo que se julgava perdido. Cada um pode fazer o rol das suas alegrias e felicidades.